9 de nov. de 2010

Esquerda

Sou aquela que decifra teu sorriso. Aquela que quase te ama. Que quase te cura. Quase te abraça. E os sons do teu ser me atravessam como ondas. E continuo sendo. Ciumenta. Exilada. De cimento. Atrás do que eu poderia ser se. Ou festejando, me despedindo com festa. Enquanto o lado direito do meu cérebro cria e se importa, do lado esquerdo do meu peito bate um coração intimidado, orgulhoso, cheio de tudo, até de amor. Cheio de uma certeza apontada para o lado de lá.

Um comentário:

Ana Marcela disse...

haha. mesmo que seja virar na contramão também tomarei a esquerda.

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