11 de mai. de 2011

O sonho como medida


Eu quero um colo, um berço, 
um braço quente em torno ao meu pescoço. 
Uma voz que cante baixo e pareça querer me fazer chorar. 
Eu quero um calor no inverno... 
Um extravio morno de minha consciência e depois sem som, 
um sonho calmo, um espaço enorme, 
como a lua rodando entre as estrelas. 
-Fernando Pessoa-

 .Dizem que busco o muito , que sonho demais , sempre o impossível, o inexistente, o inacessível, o improvável, sempre mais , mais e mais ...mas o que realmente desejo, o que realmente quero resume-se em uma só palavra...tudo.
Não quero pequenas doses, minúsculas porções....Eu quero o que é a vida pode me dar, e ela sempre nos da o que nos é possível de sonhar e não se pode querer sonhar piscinas quando é de sonhos de cachoeiras e de mar que se precisa... eu sonho além, eu quero o além, porque com contas-gotas não se mata a sede de ninguém...muito menos a minha.
 “ (…)Nada em mim pára, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E eu vou... Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou... Não digo: "estou indo", não digo: "daqui a pouco", nada tem hora a não ser agora.(…)” 
Fernanda Mello

Um comentário:

Gabi disse...

Somos cabíveis demais para ansiarmos o pouco!
Que queiras sempre o infinito!!!
Isso é para os intensos, profundos, como tu, que sabe que não se realizam grandes mergulhos quando a água é rasa.

Beijos

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