Pasmo, perplexo, em estado de choque. Essas coisas não costumam acontecer com Lendon. Julieta ainda estava sob observação, ele precisava saber mais sobre ela, e entender o que de fato tinha acontecido com ele. Pois bem, o óbvio seria eles se encontrarem novamente, mas Julieta não voltaria à cidade em 3 semanas. E nestas 3 semanas que se passaram, ela mandava torpedos e recados recheados com uma carga emocional afetiva da qual Lendon era o alvo. Mas como assim? Um beijo e já se apaixonou? Ele era tão bom assim? Ele não sabia direito o que fazia e a respondia com poucas palavras e desvirtuando o assunto. Ela chegou até a eleger uma música que seria a deles. Muito estranho, não?
Julieta chegaria numa sexta, mas foi no sábado que se reencontraram. Um barzinho tranqüilo, naquela chuvosa noite de verão, e foi assim que combinaram que ela viria lhe buscar. Seu celular toca e é ela dizendo que está na frente da casa dele. Lendon entrou no carro de julieta correndo por conta do pé d’água e quando se ve dentro do carro, lá está ela com aquele sorriso que nunca saía de seu rosto. E lá foram eles.
Julieta estacionou o carro e logo se aventurou ao ter que pular a enxurrada de salto. Chegando ao bar, escolheram uma mesa e ele se fez de entendedor escolhendo a cerveja. Veja bem, o ambiente do bar era pouco iluminado e no lugar que Lendon estava havia um forte holofote a defrontar sua retina. Percebendo que Lendon não parava quieto com a cabeça, Julieta lhe convidou a sentar ao seu lado. Conversa vai, conversa vem e mais um acidente acontece: Ao gesticular, ele esbarra com a mão em meu copo de cerveja, que cheio, cai todo o nobre líquido sobre o meu colo. Foi um belo banho, pra falar a verdade. Pediram uma pizza, uma tradicional pedida desse bar e ficaram por lá numa amigável conversa até que os estômagos se dessem por satisfeitos.
Julieta sugeriu que fossem a um lugar mais privado, mas não tão privado quanto um motel. Pararam o carro num posto com loja 24hrs (programa típico de cidade do interior), pularam para o banco de trás do carro e por lá permanecemos abraçados por mais de hora. Em outros tempos ele já iria abrindo o zíper, mas a companhia de Julieta era tão sublime, seus sorrisos, suas palavras, seus carinhos, que sexo foi parar lá embaixo na lista de prioridades. Meu Deus, até agora ele não havia encontrado nenhum defeito que aviltasse Julieta. Tudo estava perfeito, e eis que naquele momento, em que ele a tinha em seus braços com seu nariz enfiado em seus cabelos, começou a ver Julieta com olhos que pouco usa, tudo indicava que Julieta poderia ser a namorada ideal.
Pois é, ele também foi contaminado pela fábula da Princesa Encantada, e devo confessar que seu caso é grave. Um tio, seu padrinho, um dia lhe disse as sábias palavras: “Tudo em excesso é ruim, até mulher e dinheiro.” E o pior é que ele tinha razão. Depois de ter se envolvido com inúmeras mulheres, passou a procurar a qualidade de todas elas em uma só, pois se algo faltasse, algo que ele provasse e gostaria de repetir, ele nunca se daria por satisfeito. E agora ele tinha Julieta com ele, bonita, simpática, inteligente e tudo mais o que se procura em outra pessoa.
A mãe de Julieta começou a ligar até que ela decidiu ir embora. Ela parou em frente da casa dele e Lendon se despediu com um belo beijo. Mas como ele dormiu bem naquela noite, Julieta não saia de sua cabeça e foi então que o alarme do seu coração começou a soar: - Perigo! Perigo! Temos uma intrusa. Julieta era uma perfeita dama, e o cão vadio que era Lendon estava a babar por ela.
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6 comentários:
Quanto mais comentários, mais rápido sai a próxima parte
Hahaha adorei o termo "cão vadio"!!
AHHHHHHHHHH curiosa pelo fim da historia
E o final da história, sai?
ahsuasuh
Estou esperando o fim da historia e to um pouquinho,ansioso pra caramba!
E ai Nah, o fim da historia sai ou não???
To de volta, e esperando pela continuacao! Tenho fe!
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